Minha empresa deve ter uma wallet ou uma conta digital? Antes de pontuarmos a questão, é importante um pouco de contexto. Os pagamentos digitais já fazem parte do dia a dia de grande parte da população mundial, incluindo a brasileira. Em países como a China é muito difícil achar um estabelecimento que aceite o cartão de crédito e dinheiro já é artigo raro – lá os pagamentos são pelo celular, via QR Code, e agora o reconhecimento facial tem ganhado grande espaço. 

Aqui no Brasil, também é possível ver a mudança de mentalidade, tendo como grande prova dessa mudança o surgimento de incontáveis fintechs e bancos digitais, que resultou no fechamento de um número considerável de agências de bancos tradicionais.

Neste ano, o setor de pagamentos deve crescer 5% no planeta. Segundo projeção global do Boston Consulting Group, as receitas do segmento devem crescer pouco mais de 5% no mundo frente a 2018, para US$ 1,49 trilhão. O estudo ainda estima que as receitas desse mercado devem chegar perto de US$ 2,5 trilhões em nove anos. A previsão para a América Latina é de crescimento anual médio de 5,3% até 2028.

É um caminho que não tem volta.

Uma mudança de comportamento

Vamos fazer um exercício rápido: há quanto tempo você não vai ao caixa para pagar uma conta ou pegar um empréstimo? Se já perdeu as contas, você é como a maioria das pessoas que evita ao máximo ir numa agência bancária. Por vários motivos. Principalmente porque esses mesmos serviços estão disponíveis no meios eletrônicos de um jeito fácil e seguro. 

A transformação digital dos meios de pagamento passa, principalmente, por uma mudança de comportamento. Era escambo, virou dinheiro, passou para o cartão e agora o celular e outros aparelhos digitais são protagonistas das transações financeiras. E o mercado precisa se adaptar.

E então, wallet ou conta digital?

A resposta é: depende. Qual é o seu negócio? A decisão vai ser feita de acordo com objetivos, segmento de atuação e perfil do mercado consumidor de cada empresa, para citar os fatores decisivos. Por isso é tão importante contar com um parceiro especialista que, além de ajudar a desenvolver a solução, contribuirá para que a marca estude e avalie cada uma dessas variáveis vitais para o projeto.

Para fins de definição, as carteiras digitais são locais onde você guarda seus meios de pagamento num ambiente virtual e seguro — um conceito bem semelhante às carteiras físicas. A Uber, por exemplo, tem uma wallet própria, que é o local em que ficam guardados os dados do cartão de crédito. Diversos varejistas brasileiros compreenderam a importância de desenvolverem suas próprias wallets. É o caso do Magazine Luiza com o Magalu Pagamentos e do Ame Digital da B2W. Já a Phi – Fintech do hub 4all – desenvolveu as carteiras digitais de times como Grêmio e Internacional, que contam com a solução em seus aplicativos oficiais. Segundo a Global Payments Report 2017 da Worldpay, o uso da carteira digital no Brasil deve dobrar, passando de 15% para 31% em 2021.

Uma conta digital, de modo simples, é semelhante a uma conta corrente de um banco tradicional. É possível depositar, sacar e transferir dinheiro, conferir saldo, efetuar pagamentos e outras funcionalidades já conhecidas. A grande diferença está nas taxas e na facilidade de uso das contas digitais, disponíveis em meios eletrônicos. Para fins de exemplificação, a Via Varejo lançou o Banqi e o Grupo Cosan – quinto maior grupo econômico do Brasil – desenvolveu a Payly, em parceria com a Phi. 

E o que a indústria e o varejo têm a ver com isso?

Para a indústria, uma das grandes vantagens de desenvolver seu próprio meio de pagamento digital é a desintermediação, ou seja, a aproximação com seu mercado consumidor e o conhecimento sobre quem compra. Além disso, quando uma empresa decide se tornar ou ter sua própria carteira ou conta digital, ela precisa ter apoio de parceiros estratégicos que entendam o negócio e a ajudem nessa transformação. As vantagens são várias e podemos listar as principais: 

  • Não depender de instituições financeiras,
  • Assumir o controle dos seus meios de pagamento, ou se tornar um desses meios
  • Oferecer uma nova e exclusiva experiência ao seu mercado consumidor, atrelada a benefícios únicos da própria marca
  • Desenvolver um novo canal de relacionamento direto e personalizado com cada consumidor, seja ele um CPF ou um CNPJ

Quanto ao varejo, podemos tomar como exemplo um case emblemático que é o Starbucks Rewards, que, sem ser propriamente e apenas um wallet, tornou-se a maior carteira digital dos Estados Unidos. A empresa conseguiu unir conveniência, vantagens e facilidades ao consumidor, fazendo com que este enxergasse um valor claro em usar a plataforma para fazer pedidos e pagamentos nas lojas da marca. 

O case da Starbucks merece atenção, também, por outro motivo: ao desenvolver uma solução própria, o dinheiro circula dentro do próprio ecossistema, dando à marca autonomia e redução de custos relativos a algumas taxas e cobranças de instituições terceiras. 

O mundo segue mudando rápido e é importante ter em mente que conta digital, wallet, pagamento peer-to-peer, pagamentos instantâneos e outros destes termos do universo de serviços financeiros são só meios. O que difere uma marca em meio às outras é o que ela faz para reter seu consumidor, oferecendo a ele vantagens e benefícios para que ele se mantenha engajado. Você está preparado?

Conte com a Phi para tomar a melhor decisão para seu negócio e seja sua própria fintech 😉

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